A Distrital de Coimbra do CHEGA veio esta terça-feira, 21 de julho, manifestar “profundo repúdio e preocupação” com o afastamento do Chefe Costa, antigo responsável pela extinta 2.ª Equipa de Intervenção Rápida (EIR) da PSP de Coimbra, que passou a desempenhar funções administrativas na Esquadra de Trânsito.
Num comunicado enviado à comunicação social, o partido considera que a decisão representa a perda de “mais um polícia operacional nas ruas” numa altura em que, defende, a criminalidade exige um reforço do efetivo policial.
“O afastamento de um dos elementos mais experientes, credenciados e com currículo operacional relevante é incompreensível e inaceitável”, afirma o CHEGA, sustentando que o chefe, com “mais de 27 anos de serviço tático”, viu terminar “esta fase da sua carreira de forma abrupta e desmotivadora”.
A estrutura distrital do partido vai mais longe e questiona o momento em que a decisão foi tomada, relacionando-o com a recente deslocação do ministro da Administração Interna a Coimbra.
“É particularmente grave e dá que pensar o timing deste afastamento. Após a recente visita do Ministro da Administração Interna a Coimbra, onde supostamente se inteirou das dificuldades e necessidades da PSP local, o Chefe Costa foi afastado”, lê-se no comunicado.
O CHEGA levanta ainda dúvidas sobre os motivos da decisão, questionando: “A quem serve esta decisão? Aos cidadãos que exigem mais segurança ou a outros interesses?”
No documento, o partido exige “transparência total por parte do Ministério da Administração Interna e da Direção Nacional da PSP”, considerando que “não é aceitável que os melhores operacionais sejam desmobilizados enquanto o crime não dá tréguas nas nossas ruas”.
A Distrital de Coimbra manifesta também solidariedade para com o Chefe Costa, a sua família e os restantes profissionais da PSP.
“Polícias experientes como o Chefe Costa são um ativo precioso para a segurança pública e merecem respeito, reconhecimento e condições para continuarem a fazer o que sabem fazer melhor: proteger a população”, refere.
A terminar, o CHEGA exige “explicações urgentes” para a decisão e defende “a reposição do bom senso”, apelando a “mais polícia nas ruas e valorização dos profissionais operacionais”.
Recorde-se que esta segunda-feira, 20 de julho, o Notícias de Coimbra avançou com a notícia que o chefe da antiga 2.ª Equipa de Intervenção Rápida (EIR) da PSP de Coimbra, desmantelada em fevereiro de 2024, vai deixar o serviço operacional e passar a exercer funções administrativas na Esquadra de Trânsito, encerrando uma carreira de mais de 27 anos na linha da frente.